23.03.13

 Galipan é um pueblo perdido nos acidentes montanhosos do Ávila, com mais de 200 anos de história, que deixa para trás a vista caraquenha para se concentrar na mirada às infinitas águas do Caribe. Encontra-se a cerca de 2000 m de altitude.

Os primeiros habitantes desta aldeia de montanha chegaram no século XVIII, vinham das Canárias e dedicavam-se ao cultivo de café e fruta. Apesar de lutarem por manter esta tradição, hoje incluem nos seus cultivos as flores, os morangos e os legumes. Com a declaração, em 2004, de local de interesse turístico, a maioria dos seus habitantes dedica-se a essa atividade, tendo aumentado significativamente a oferta de quiosques, restaurantes, posada e pontos de venda de todo o tipo de produtos.

Às portas da capital, é uma ótima opção para passar um sábado ou um domingo, não exigindo um planeamento rigoroso e permitindo relaxar e respirar ar fresco e frio... Não deixe de levar um casaco, em alguns dias, um impermeável ou guarda-chuva, pois vai estar ao nível das nuvens ou acima destas e as chuvas são frequentes.

 

É possível chegar de carro, se for 4X4, caso contrário não permitem o acesso devido aos declives acentuados do trajeto. A sugestão é dirigir-se à estação do teleférico junto ao distribuidor de San Bernardino, na cota mil (auto-estrada Boyacá) e fazer o trajecto de teleférico. Uma viagem impressionante pela vista que oferece de Caracas e da selva tropical sobre a qual sobe... chegados a Galipan, pela vista de Mar. O teleférico percorre 3,5 km, em linha recta, da cota 1000 à cota 2000.

Arrepiante!

 

 

 

 

Saindo da estação caminhe pela estrada que o conduz às portas da aldeia e tome um jipe, que o transportará até à aldeia através de um atribulado caminho rochoso. Esta viagem também se pode fazer a pé, levando uns 40 minutos, ou seja, consumindo a energia que necessitará para disfrutar da aldeia.

 

Passeie pelas ruas da aldeia, escolha um restaurante com vista panorâmica ( Casa Pakea, Nana-coco, Granja-Natalia) e disfrute do aconchego de um recinto coberto num contexto bastante fresco face aos habituais 30⁰C de Caracas.

 

Há alguns restaurantes que oferecem o transporte desde Caracas até Galipan, não tendo o cliente que se preocupar com esta logística, mas não experimentei esta modalidade.

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publicado por viagenslatinas às 12:38

22.03.13

El Hatillo é uma tipica aldeia venezuelana (pueblo), relativamente bem conservada, a apenas 20 minutos do centro da capital, a sul do rio Guaire que divide Caracas. Uma das poucas aldeias sobreviventes nos arredores caraquenhos.

 

Este é o local ideal para escapar à rotina citadina de dispõe de apenas algumas horas. A viagem não carece de grande preparação e a visita à aldeia não é demorada e permite-nos adquirir recuerdos típicos de todos os pontos do país e de todas as etnias.

A viagem de Caracas até El Hatillo é deliciosa, permirte-nos vislumbrar os constrastes socio-económicos que o passar do tempo ofereceu à área metropolitana. Desde sectores populares até autênticas mansões aconchegadas pelo relevo montanhoso que nos conduz ao destino.

 

Chegados, há que estacionar nos parques existentes à entrada da aldeia, que se caracteriza pelas suas ruas estreitas e num instante o trânsito fica caótico. seguidamente devem-se explorar, caminhando, as ruas e vielas que nos conduzem à Praça Simón Bolívar.  Nesta encontram-se com frequência exposições de arte contemporânea.

 

 Por toda a aldeia há inúmeros restaurantes e cafés. Recomendo La Petit Suisse, que é um restaurante que recria integralmente o ambiente europeu franco-suiço, desde a decoração, passando pelo menu, até à indumentária dos colaboradores. Impera o detalhe, sempre em tons rouge: cortinas e cortininhas, flores e vazinhos, naperons e paninhos, etc.. Este estabelecimento é muito popular pelos seus fondues (de queijo, carne, chocolate), assim como pela raclette. Mas o churrasco e o pappelotte de salmão também são deliciosos. No final, é convidado a validar a conta num tablet.

 

Se a visita o convidar a adquirir um souvenir e a disposição lhe permita, não deixe de visitar a infindável loja HANNSI. Aqui pode encontrar todo o tipo de objetos tipicos da Venezuela, para todas as bolsas, idades e tamanhos, incluso produtos alimentares, como os deliciosos cacao e café venezuelanos. Constituída por vários pisos e níveis, uma visita com o mínimo rigor consome facilmente duas horas.

Imperdível!

Saído do pueblo pode aproveitar para visitar a zona da La Lagonita, onde se situa um dos melhores country clubs de Caracas, denominado Club La Lagonita. Também pode aproveitar para dar uns passeios pela zona residencial e constatar, na primeira pessoa, que existem fortunas imobiliárias incalculáveis nesta cidade. Mansões para todos os tamanhos e estilos arquitéctónicos. Condomínios fechados com Km de ruas no seu interior. Áreas verdes a perder de vista!

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publicado por viagenslatinas às 17:42

Este arquipélago destina-se aos amantes da natureza e do romantismo, com elevado poder aquisitivo. Existem ofertas mais económicas e de conforto standardizado (hotéis de 5 estrelas) noutros pontos do Caribe. Assim, a estadia pode converter-se num pesadelo se não nos informamos convenientemente, ou num sonho transformado em realidade se aferimos as espectativas antes da viagem.

 

Não deixar de levar protetor solar com elevado índice de proteção, material de snorkeling (embora se possa alugar), sapatos com proteção de silicone para passear nos corais e equipamento fotográfico. 

 


Em Los Roques impressionou-me o facto de não existirem vidros. Não há nenhuma janela com vidros... não consegui entender porque razão. O ar condicionado dos quartos está ligado todo o dia, a par de uma construção altamente ineficiente do ponto de vista energético. As janelas têm apenas criativas portadas de madeira.

 

A pousada Arrecife, na qual fiquei alojada, possui um staff amistoso e solicito, complementado por uma arara adorável e um papagaio que chama recorrentemente por um dos mordomos:

 - Roberto!

- Robeeerto!

- Roberto!!

 

Imitando de forma exímia a auxiliar de cozinha.

A comida é requintada, sabiamente preparada pelo Chefe Henrique. Preparam um ceviche de barracuda delicioso. Este prato é típico dos países latinoamericanos, constituído por peixe cru, marinado em sumo de lima e sal e servido com legumes.

Delicioso e saudável!

 

Na Gran Roque não há praia, para fazê-lo é necessário ir de barco (piñero) para os Cayos ou para os bancos de areia. Esta logística, incluindo guarda-sol e cadeiras, está assegurada e faz parte do pacote de alojamento.

As pousada são contratadas em regime de pensão completa, sendo o pequeno almoço personalizado e o almoço é preparado de manhã e colocado numa mala térmica (cava) que o staff se encarrega de transportar até ao cais de embarque. O transporte de barco até ao Cayo desejado está incluído no pacote para as ilhas mais próximas. Para visitar as ilhas mais afastadas, como Los Mosquises, onde se encontra a Fundação Científica de Los Roques, com maternidades de três espécies distintas de tartarugas, ou para o Cayo D'água, passando pelas colónias de flamingos têm custos adicionais.

 

Os sócios da Arrecife, italianos, possuem uma escola de mergulho (Arrecife Diver) oferencendo cursos, aluguer de equipamento e roteiros para os amantes desta prática.

 

Outra particularidade, é o facto da ilha principal se encontrar invadida por cães, embora já tenham implementado campanhas de esterilização, a população continua a aumentar.

O abastecimento de água é realizado através de uma estação dessalinizadora e a energia também é produzida na ilha. Esta última falta frequentemente ao fim da tarde ou durante a noite, obrigando a acionar os grupos geradores o que nos consciencializa do estágio rudimentar em que se encontra o arquipélago em pleno século XXI.

 

Em algumas ilhas existem pequenos restaurantes que oferecem peixe e marisco acabado de pescar, é conveniente manifestar o desejo de almoçar logo pela manhã, porque os recursos são escassos e variam de dia para dia. Também não é possível escolher o menu, pois este está dependente do que se pesque nesse dia.

 

Na Fundação Científica Los Roques, em Dos Mosquises, é possível visitar as salas de cría, onde permanecem as várias espécies de tartarugas antes de serem lançadas ao seu ambiente natural.

Emocionante!

Esta ilha também possuí um espólio arqueológico interessante que nos transporta até às visita dos Ameríndios, num passado remoto, para dar cumprimento aos seus rituais.

 

O balanço da visita a Los Roques resume-se a uma sensação de paz interior, recuperação de energia e uma vontade de fazer mais por um país que não aposta na divulgação nem no turismo.

 

Los Roques a não perder!

 

 

 

publicado por viagenslatinas às 01:57

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Relatos de uma Europeia a residir, temporariamente, na Venezuela, das suas viagens pelo continente americano, aproveitando para conhecer algumas das inúmeras ilhas banhadas pelo Mar Caribe.
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