28.01.13

 

 

 

A primeira viagem, após a minha chegada a Caracas, foi a Los Roques. um arquipélago venezuelano paradisíaco perdido no mar do Caribe.

Parque Nacional desde 1972, destaca-se pelas várias dezenas de kms de extensão dos seus corais que envolvem 50 ilhas e 292 ilhotas (cayos) e bancos de areia. Os seus recifes de coral são os mais ricos em biodiversidade e mais bem conservados do mar Caribe.

 

Apenas a ilha Gran Roque é habitada permanentemente por cerca de 1200 pessoas. Nesta encontram-se as pousadas, os restaurantes e poucos cafés. Não há discotecas, animação noturna, cinemas, ou outra diversão cosmopolita.

 

Devido à reduzida dimensão da Gran Roque, às dificuldades às transações comerciais impostas governamentalmente e às escassez de água doce, não se desenvolveram grandes infra-estruturas turísticas, resumindo o alojamento a pequenas pousadas com reduzido número de quartos (4 a 10).

 

A pesca apenas é permitida aos habitantes locais, uma restrição que promove a biodiversidade das espécies, sendo facilmente visíveis exemplares de barracudas, atum e outros peixes de grande porte. Existe também grande variabilidade e quantidade de crustáceos. Estima-se que 90 % da lagosta consumida na Venezuela provem destas águas.

 

Para além dos restaurantes existentes na Gran Roque existem noutras ilhas mais alguns locais ("restaurantes") onde se pode comer bom marisco e bom peixe.

 

Apenas a Gran Roque possui aeroporto, onde aterrar nos causa a sensação única de fim de pista... o avião inverte a marcha para regressar ao ponto de início da aterragem, já com o mar a contornar a delimitar esta. As aeronaves utilizadas têm usualmente apenas um motor e a tripulação resume-se ao piloto que vai acompanhado de um passageiro no lugar de co-piloto (no total entre 6 e 10).

Na viagem de regresso, a passageira que vestiu a pele de co-piloto passou toda a viagem a distrair o piloto com fotos, perguntas sobre todo o aparato que integra a cabine...

 

Existem algumas companhias que possuem aeronaves com dois motores a fazer o trajecto Caracas vs Los Roques, como a Chapi Air, neste caso, existe uma hospedeira a bordo. O número de passageiros rondará os 40.

Viajar nestes aviões dá-nos a sensação de que se desintegrarão a qualquer momento, devido à avançada idade que possuem.

 

Em qualquer destas aeronaves a viagem é indescritível!

 

Veja mais fotos aqui do que pode disfrutar neste paradisíaco arquipélago.

 

 

publicado por viagenslatinas às 19:56

Motivações pessoais conduzem a residência da Europa para a América Latina. Um continente que desconhecia até há poucos meses.

A vida proporcionou-me a possibilidade de visitar alguns países, entre vinte e vinte cinco.

A maioria europeus, mas também alguns da África e da Ásia.

Fascinei-me com a cultura asiática e emocionei-me com a pobreza africana. Não sei o que esperar da América Latina. Vim de mente aberta e respeito ao alto.

 

 

Os meios de comunicação proporcionam-nos quase tudo, não obstante há uma emoção que decorre do confronto entre cada um de nós e o outro que não se experimenta na internet, na visualização televisiva, na audição de rádio. Cada Homem resulta numa obra única, decorrente de um processo de aprendizagem, num ambiente de amor e diálogo, que proporcionam a confiança necessária ao desenvolvimento da sua unicidade. E desta advém a sua realização pessoal e profissional.

 

O confronto entre Homens originários de educações e níveis de confiança distintos é algo instransmissível. Um europeu experimenta emoções frente a um asiático, que um africano não pode experimentar. O respeito desta individualidade encontra-se envolvido por uma riqueza cultural que tentarei transmitir neste blog através da partilha das minhas aventuras e viagens pela América Latina.

 

Cheguei a 17 de Outubro de 2012.



 

publicado por viagenslatinas às 19:37

...As férias proporcionaram o único momento de reflexão dos últimos dias. Das últimas semanas. Dos últimos meses.

Uma decisão pendente: ganhar ritmo de vida e perder ritmo de trabalho?!?

O tempo passa e carece-se de uma tomada de decisão.

 

Um dia surgiu: vou deixar o trabalho. Vou afastar-me geograficamente dos amigos... da família.

Vou mudar de país!

 

O primeiro dia do resto de uma vida.

publicado por viagenslatinas às 19:29

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Relatos de uma Europeia a residir, temporariamente, na Venezuela, das suas viagens pelo continente americano, aproveitando para conhecer algumas das inúmeras ilhas banhadas pelo Mar Caribe.
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