15.07.13

Inspiração dos artistas, paixão dos desportistas, pulmão da cidade de Caracas, que se agita e repousa no seu sopé.

 

 

 
A cordilheira montanhosa que engloba o Cierro Waraira Repano (serra grande), assim denominado pelos povos indígenas, atualmente conhecido por Monte Ávila encontra-se entre as costas do Mar Caribe e o norte da Capital Venezuelana. Esta montanha delimita os vales de Caracas, Guatire, Guarenas e uma parte da planície de Barlovento. Foi declarado Parque Nacional em Dezembro de 1958, com o nome El Ávila, englobando nessa época uma superfície de 66 192 hectares, em 1974 foi ampliado para 85 192.
 
Fruto da política vigente dos últimos anos, foi-lhe devolvido o nome indígena em 2010, mas continua a ser designado por Ávila entre os venezolanos.
 
A origem do nome contemporâneo deve-se a Gabriel Ávila, um conquistador espanhol que se instalou na Venezuela em 1653 e que participou na fundação e desenvolvimento da capital venezuelana.
 
A maioria dos caminhos que cruzam o monte foram construídos por indígenas que o habitavam há mais de 500 anos. Hoje, essas vias multiplicaram-se e são utilizadas por excursionistas e desportistas.
As condições naturais que a montanha oferece é palco para uma ampla variedade de atividades: caminhadas, rapel, campismo selvagem... e muito mistério.
 
A cidade está delimitada pela cota 1000, desenvolvendo-se acima desta o parque, cujo ponto mais alto se encontra próximo dos 2700 m - Pico Oriental.
Para os amantes da caminhada de montanha e instalados em Caracas, podem optar por entrar no ponto de control Sabas Nieves, aberto das 6 am às 6 pm. O acesso faz-se através de uma das zonas residenciais mais elegantes e seguras da cidade: Altamira. Chegados à passagem inferior da Cotamil, auto-estrada circular externa da capital, inicia-se a subida de um desnível de 300 m ao longo de 1250 m. É uma prova de resistência, dura para os que não estão na melhor forma física, mas viciante. Depois de se subir uma vez, fica-se viciado e sente-se a necessidade de subi-lo pelo menos uma vez por semana.
Ao longo de mais de um km a fauna e a flora surpreendem-nos em função da hora do dia, da época do ano ou das condições climáticas do momento. Estas últimas também influenciam o grau de dificuldade do percurso. Chegados a Sabas Nieves, nos fins de semana é possível disfrutar de um gelado artesanal vendido no local por uma anciã.
 

Pode optar-se por continuar a subida até ao Pico Oriental, à cota 2640 m. Aos 1800 m tem-se uma vista impressionante da cidade que deixamos para trás há pouvo mais de uma hora.

 

O descida é um momento reconfortante, ficando para trás o esforço físico e a sensação de objetivo alcançado. Move-nos a ansiedade do regresso, da piña colada, do gelado Tio Rico ou do simples regresso a casa.

 

Existem milhares de pessoas de todas as idades e condições a fazer este percurso todos os fins de semana e feriados e dependendo da hora, podendo agravar a dificuldade da atividade.

 

...Uma tradição caraquenha a não perder!

 
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publicado por viagenslatinas às 23:37

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Relatos de uma Europeia a residir, temporariamente, na Venezuela, das suas viagens pelo continente americano, aproveitando para conhecer algumas das inúmeras ilhas banhadas pelo Mar Caribe.
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