14.05.13

 

 Puerto Colómbia, via de comunicação marítima com Choroni, encontra-se a 166 km da Capital na direção oeste. Todo o trajeto se faz por autoestrada até Maracay, estado Aragua. Em Maracay, inicia-se uma aventura de cerca de 50 km que nos deslumbra pela sua impactante e luxuriante vegetação. Atravessa-se todo o parque Nacional de Henry Pittier, num sinuoso e alucinante traçado viário que nos adentra na múltipla oferta de espécies animais e vegetais. É difícil quantificar a perenidade dos bambus e outras árvores de porte tropical que tombam sobre o asfalto, quando este ainda não foi levado pela determinação das quedas de água que velozmente descem dos 1700 m até ao nível do mar. Invade-nos a pequenhez da existência humana sublinhada pelo deslumbramento da chegada à praia de Choroní.

 

O gradiente de temperatura, humidade e exposição solar a norte da montanha constrasta com o sul, oferendo biodiversidades distintas próprias de cada condição. O verde adensa-se à medida que nos aproximamos do céu, sentindo-se um alívio contraditório quando percebemos que começamos a descer a montanha, ainda desconhecendo o longínquo e moroso percurso que nos espera...

 

A povoação de Choroní foi sede dos produtores de café e cacao, com uma arquitetura fortemente colonial, colorida e harmoniosa, constrastando com o caos urbanístico das cidades e pueblos que ficarm pelo caminho. Hoje reina a actividade turística, oferendo pequenas pousadas para todas as bolsas. À medida que nos dirijimos para o mar, somos confrontados com La Boca, caótico “porto”, onde se panham pequenas embarcações (piñeros) para praias sem acesso rodoviário.

 

Seleccionar entre ficar na frequentada Praia Grande de Choroní ou ir para outros Cayos mais sossegados, depende da necessidade de quietude e abertura à aventura de cada um. A ondulação, conjugada com a alucinante ansiedade de fazer o máximo de percursos possível do piloto dos piñeros, pode proporcionar uma viagem desconfortável pelo excesso de velocidade a par da fragilidade da embarcação. Claro que a oportunidade de apreciar a gigante massa montanhosa a submergir no mar até encontrar uma audaz, e rara, língua de areia branca compensa o risco!


Nesses cayos consegue-se negociar o almoço habitual por estas paragens, peixe acabado de pescar frito, acompanhado de plátano frito e salada (pescado frito con tostones y ensalada), também se consegue cerveja fresca, água e algum refrigerante. Não espere encontrar um menu, ou uma explanada com mesa e cadeiras. A encomenda faz-se à chegada, marcando a hora e se a manhã estiver a começar, nem saberá qual o peixe que está a encomendar, depende da pesca do dia. À hora marcada será agradavelmente sorpreendido pela funcionária algo hippie que lhe trará a travessa em mãos, tipicamente só com um garfo!...

 

A opção pela Praia Grande permite-lhe imiscuir-se na verdadeira sociedade venezuelana, que não se atrapalha em colocar todo o tipo de lixo e detritos no chão e um caos ocupacional comparável à praia de Quarteira em Agosto, se optar por uma época tipica de férias, como o Carnaval. Se marcar a sua estadia para época baixa, encontra uma praia deslumbrante e serena.

 

Como tem acesso rodoviário directo, encontra todo o tipo de turistas e ofertas. Aqui tudo se vende: sumo de morango, cerveja, água, café, chá, bijuteria urbana, tostones, arepas, melancia, protector solar e bronzeador, cachapas, ostras, etc...

 

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publicado por viagenslatinas às 22:19

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Relatos de uma Europeia a residir, temporariamente, na Venezuela, das suas viagens pelo continente americano, aproveitando para conhecer algumas das inúmeras ilhas banhadas pelo Mar Caribe.
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